Ao todo, eles dedicaram 21 horas só para trabalhar nas comunidades, além de três finais de semana gastos em preparação e treinamento.
©ICRC/Marizilda Cruppe
Voluntários brasileiros ensinam primeiros-socorros aos moradores da Maré e do Alemão.
A maioria dos voluntários realiza trabalhos remunerados durante a semana, fora da Cruz Vermelha, e teve que abrir mão do convívio familiar e do descanso para participar do projeto.
"O voluntariado é um princípio fundamental para esse tipo de trabalho", diz a oficial de cooperação do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) no Rio de Janeiro, Ana Cristina Monteiro. "São voluntários competentes, todos enquadrados num padrão muito rígido de exigência que procura garantir a neutralidade, a imparcialidade e a independência das ações da Cruz Vermelha em todo o mundo", explica.
Os cursos de primeiros-socorros para os moradores da Maré e do Alemão também marcaram uma nova fase da cooperação entre o CICV e a Cruz Vermelha Brasileira. Ambas organizações fazem parte do Movimento Internacional da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho, fundado pelo CICV em 1864, na Suíça.
Até hoje, o CICV vinha apoiando a reestruturação institucional da Cruz Vermelha Brasileira e contribuindo para o fortalecimento de sua capacidade operacional, como faz em outros 70 países.
Este projeto, entretanto, marca a primeira experiência operacional em favelas do Rio de Janeiro com a participação destes dois membros do Movimento.
Além do suporte didático, material e financeiro, o CICV implementou na Cruz Vermelha Brasileira o programa Acesso Mais Seguro que estabelece padrões de segurança para os trabalhos dos voluntários.