"A situação humanitária na zona de conflito piorou dramaticamente", afirma a chefe da delegação do CICV em Tbilisi, Dominique Liengme. "As ambulâncias estão tendo dificuldades para chegar até as pessoas feridas. Assustados, os moradores estão se escondendo nos porões, sem eletricidade, água, comunicação ou acesso aos serviços."
O CICV exorta as partes no conflito a permitir que as organizações humanitárias possam entrar nas áreas atingidas e deixar que as equipes médicas e as ambulâncias atendam aos doentes e feridos.
De acordo com seu mandato, o CICV exorta todos os envolvidos nos combates a cumprir o Direito Internacional Humanitário (DIH). As partes devem, em particular, fazer sempre a distinção entre a população civil e aqueles que participam diretamente das hostilidades. Os ataques que são indiscriminados ou que visam a atingir diretamente a população civil são severamente proibidos pelo DIH. Os feridos e doentes têm direito a receber cuidados médicos adequados. As pessoas que não estão participando diretamente das hostilidades – incluindo as que se renderam ou que não podem mais tomar parte nos combates porque estão feridas, doentes ou porque foram capturadas – não devem ser alvo de ataques e devem ser tratadas com humanidade.
O CICV está em contato com as partes envolvidas nas hostilidades e está trabalhando para obter um quadro mais claro sobre a situação humanitária. A organização tem estoques médicos de emergência e suprimentos de água para atender às necessidades urgentes. O CICV está presente na Geórgia desde 1992, apoiando as pessoas que sofreram as conseqüências do conflito na região.
Mais informações:
Maia Kardava, CICV Tbilisi, tel: +995 32 35 55 10 ou +995 99 23 46 44 ou +995 99 55 88 18 (celular)
Yuri Shafarenko, CICV Moscou, tel: +7 903 545 35 34
Anna Nelson, CICV Genebra, tel: +41 22 730 2426 ou +41 79 217 3264 (celular)