Página inicial
  English
  Arabic
  Russian
  Chinese
Ajude as vítimas da guerra: faça hoje uma doação ao CICV!
  NO ENGLISH TITLE
iraq-feature-260208
26-02-2008  Reportagem  
Iraque: Latifa visita seu filho, detido no Acampamento Bucca
Além de visitar as pessoas detidas pelas forças internacionais no Iraque, o CICV possibilita que as famílias visitem seus entes queridos. Cada visita é um momento especial para Latifa, uma avó residente em Mossul.

Latifa tem 61 anos e viaja de Mossul, no norte do Iraque, uma vez a cada três meses para visitar seu filho, Mohamed, atualmente detido no Acampamento Bucca, a instalação de detenção dos EUA em Basra.

  • Para ajudar nas visitas de familiares a seus parentes detidos, em 2007, o CICV continuou a contribuir com os custos de viagem até o Acampamento Bucca e até a Instalação de Detenção no aeroporto de Basra.


  • Mais de 11.600 detidos se beneficiaram deste programa, e 31.000 familiares receberam ajuda de custo do CICV para a viagem.

  • Seu vestido marrom e seu casaco preto estão tão limpos e elegantes que pareceria que ela estivesse indo a uma ocasião muito especial. Ninguém imaginaria que ela viajou por seis dias de Mossul até Basra. De vez em quando, ela se abaixa e tira o pó de seus sapatos negros.

    São 9 da manhã e o vento frio passa pelo rosto de Latifa; ela tenta cobri-lo com as mãos. “Estou esperando aqui fora desde as 5 da manhã”, diz ela. “Cheguei ontem à noite em Basra e dormi na casa do meu primo. Esta é a terceira vez que eu visito Mohamed, mas meu outro filho, Ismail, eu nunca pude vê-lo. Ele tem medo de ser seqüestrado ou morto”.

    Entre as várias pessoas esperando para visitar seus familiares, há poucos homens. Somente mulheres que viajaram com seus filhos.

    Não distante de Latifa, Ali (4) e sua irmã Nermeen (7) estão esperando para ver o pai. Nermeen segura forte a mão de seu irmão. Faz dois anos que ela não vê seu pai. “Tenho medo de que Ali não reconheça o pai”, diz Fátima, a mãe das crianças. “Sempre mostro fotos, mas já passou muito tempo”.

    “Em alguns minutos, poderei ver o Mohamed e tocar-lhe as mãos e olhar em seus olhos”, diz Latifa. “O verei por duas horas e para mim isto faz esta viagem valer a pena. Quando estou em casa, às vezes, choro sozinha e sinto que meus olhos se queimam”.

    “Mas hoje não. Sei que ele está infeliz e eu o faria mais triste se me visse chorar. Eu visto minhas melhores roupas e coloco o perfume que ele gosta, para que quando eu segure suas mãos, ele possa sentir a fragrância pelo resto do dia”.

    Latifa leva consigo algumas fotos de seu neto, filho de Mohamed. O nome dele é Ahmed e tem somente um mês de vida. A mulher dele a enviou para que o marido conhecesse seu primeiro filho.

    “Tudo que eu faço é esperar a hora para a visita. Meu calendário consiste nas datas de visita ao meu filho mais do que meses e dias. E continuarei visitando-o enquanto eu puder caminhar”, diz Latifa.

    ©ICRC/
    Latifa
    ©ICRC/
    Nermeen and Ali


    Outros documentos nesta secção
    No mundo > Próximo Oriente e África do Norte > Iraque 


    Voltar ao princípio da página
    Página inicial | Mapa do site | Pesquisa | Novidades | Contactos | Copyright
    © 2008 Comité Internacional da Cruz Vermelha
    26-02-2008